


Quando morei no Rio Comprido, bairro da Zona Norte com uma das mais bonitas paisagens do Rio de Janeiro. Já fazem uns dois anos num sábado, eu estava na varanda tomando café, embevecida com a paisagem verde do Morro do corcovado e do Cristo Redentor, com toda aquela área verde maravilhosa.
Ao lado do meu prédio, num terreno baldio eu apreciava todas as vezes uma palmeira imperial majestosa, naquele sábado, apreciando melhor pude ver no topo um pequeno pássaro que se debatia muito. Fiquei apavorada vendo o desespero do pequenino, e fiquei alguns minutos presenciuando o desespero do pássaro e eu sem saber o que fazer. Após uns longos 15 minutos, chegou um bando de bem-te-vis, e pasmem, gritavam ao mesmo tempo "bem-te-vi, bem-te-vi ", e balançavam a folha enorme da palmeira onde em vão o pequenino também se debatia.
Salvar um bem-te-ví, já viram missão mais importante? Pois é, eu tive esta missão, a de providenciar e convencer este salvamento. Ufa! e conseguí.
Bem, liguei para o Corpo de Bombeiros chorando,"por favor venham aqui no meu endereço, porque tem um bem-te-ví preso no alto de uma palmeira imperial", eu soluçava muito, e a voz do outro lado, me pedia calma.
Após alguns minutos de negociação me confirmaram a vinda de uma equipe de salvamento. Quando chegaram tentaram me convencer que o pequenino já devia estar muito cansado e que seria em vão qualquer tentativa de salvá-lo, que era difícil conseguir a liberação da escada magirus, que é a aúnica que alcança aquela altura (aproximadamente há de um prédio de 12 andares). Chorei mais ainda, e pedia que tentassem ao menos. Após quase 30 minutos de negociação vieram os amigos bem-te-vis novamente, e a equipe assistiu ao empenho que os amigos em equipe tinham em tentar soltar o pequenino daquela enorme folha, gritando e balançando a enorme folha.
Obter a liberação da escada magirus e salvar vivo depois de 4 horas de desespero era o que eu mais queria naquele momento. Mas depois de todos assistirem ao espírido de equipe daquele bando de bem-te-vis, a equipe topou........ e conseguiram, resgatar o bem-te-ví são e salvo.
Além do equilíbrio para a fauna local e o alívio para nós que encantamo-nos com sons de pássaros e que gostamos de bichos, aquele dia ficou marcado pelo gesto dos bombeiros e dos amigos daquele pássaro, que foi o que mais nos sensibilizou. Na foto vimos os bombeiros resgatando aquele serzinho enorme.
Um comentário:
Lenir,
Que bela história!
Tinha que ser você para salvar a vida do pequeno bem-te-vi!
Fiquei emociona em ler seu relato...
bjs,
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